quinta-feira, janeiro 10, 2008

AAA e o futuro

Depois de duas épocas com resultados desastrosos ao nível do plantel sénior de voleibol, os Antigos Alunos encararam a presente temporada com um objectivo assumido e público, reunir a "velha guarda" e voltar a sentir o verdadeiro prazer de jogar voleibol. Não há um treinador principal declarado, não há o stress competitivo de um plantel com obrigações e regras rígidas.
Passados 10 jogos, a equipa lidera o campeonato, apresenta um nível competitivo elevado, demonstra ser uma das equipas mais fortes do campeonato. E agora o que fazer? Assumir declaradamente a vontade de subida? Mudar as regras a meio do jogo, deixando do amadorismo puro (ou será ocupação de tempos livres como por aqui já se falou?), tornar as coisas mais "sérias" e procurar atingir um objectivo que não era declarado no início do campeonato?
A grande dúvida é perceber se o actual plantel apresenta ou não estofo mental suficiente para lutar pelo degrau acima, assumindo a pressão natural do lugar que actualmente ocupa. É que a A2 pode eventualmente ser uma realidade e o clube volta a ter os problemas do passado recente.
Como nota de rodapé, e com o máximo respeito pelo plantel do ano passado (o qual me diz muito), uma coisa é certa, com o actual plantel a história poderia ser outra... Será que continua a valer a pena apostar nos jovens?!...

5 Comments:

At 11:29 da manhã, Blogger SPN said...

Grande post.
Vê-se logo que estás um ano + velho - LOL
Vou preparar o meu comentário.

 
At 7:38 da tarde, Anonymous Anónimo said...

É indispensável continuar a apostar nos jovens para benefício do voleibol nos Açores afinal equipas como o Clube K, Clube Ana ou os Marienses, atingem os seus propósitos com atletas que foram formados ou cresceram nos Antigos Alunos.
Deixo ainda uma interrogação, nos últimos 10 anos quantos atletas formados nos Antigos Alunos ainda estão no clube?

PR

 
At 2:26 da tarde, Blogger SPN said...

Embora instado a não comentar, vou-o fazer.
Considero ser de capital importância os Antigos Alunos continuarem a formar jovens, não por causa do voleibol, mas pelo serviço que prestam à sociedade açoriana.
Cada jovem que for formado será um cidadão potencialmente melhor.
Atenção que este serviço é prestado por todos os clubes que investem seriamente na formação de jovens e eu tenho o orgulho do clube a que pertenço fazer parte deste grupo.
No que diz respeito à integração dos jovens formados no clube no plantel sénior, vou utilizar um exemplo que não é meu, é do Sr. Director Regional do Desporto, "Tirando o Sporting Clube de Portugal quantos clubes portugueses de todas as modalidades estão dependentes dos atletas formados por si para participarem nas competições séniores?".
A partir dos júniores há inúmeros factores que levam a um fenómeno, que não é exclusivo do desporto e muito menos dos Antigos Alunos, que é para onde vão os jovens?
A resposta a isto não pode ser dada com veleidade, sem uma reflexão séria, e até em minha opinião fazendo uma avaliação caso a caso, pois sinceramente não se pode, embora o queiram fazer a toda a força, generalizar.
Atenção, não estou a retirar do universo da razões eventuais culpas internas, que também as há certamente.
No entanto, e já agora, também gostaria de deixar aqui uma questão: Nestes mesmos últimos 10 anos quantos atletas foram formados pelos outros clubes? E já nem vou ao pormenor de querer saber se continuam nos referidos clubes...

 
At 5:20 da tarde, Blogger Ricardo said...

Caro PR,

Gostaria imenso de me endereçar a si tratando-o pelo seu nome. Ainda assim, merece-me todo o respeito pela "coragem" de participar na Bancada.

Concordo plenamente consigo. A aposta nos jovens/desporto de formação é essencial para o futuro do desporto, seja no voleibol como em qualquer outra modalidade.

No caso concreto do voleibol, há já muitos anos que acompanho o desenvolvimento dos escalões de formação e posso garantir que muitos passos tem sido dados na direcção certa, embora, como é óbvio, outros não tenham sido bem sucedidos.

Tendo-se referido no seu post ao "contributo" dos Antigos Alunos na formação de atletas que presentemente representam outras equipas, esse facto é inegável, não deixando de ser curioso ter apontado alguns clubes em que tal se verifica, o que deixa perceber que está bem informado sobre essa realidade.

Pelo que sei, a grande aposta dos Antigos Alunos na formação é para continuar, ainda que possa haver a consciência de que, muito provavelmente, alguns desses atletas irão representar outras equipas num futuro próximo.

Quantos mais atletas sairem dos escalões de formação de um clube para outros clubes, maior a prova de que esse clube tem mérito nomodo como trabalha a formação.

Quanto à interrogação que deixa no ar,o número de atletas formados nos Antigos Alunos ou que fizeram boa parte da sua formação lá e que ainda lá permanecem é bastante elevado. Como parece que conhece bem a realidade do nosso voleibol, certamente que esse facto não lhe escapará.

Um abraço e espero que continue a participar na Bancada

 
At 9:35 da tarde, Blogger SPN said...

Respondendo à pergunta do PR, tantos quantos quiseram e tiveram as portas abertas. Neste tipo de projecto, de ocupação dos tempos livres, as regras de participação são simples:
- está quem tem vontade de jogar voleibol;
- não pedimos por favor a ninguém para jogar;
- não pagamos a ninguém para jogar.
Com tudo isto, posso dizer-lhe que no passado sábado até tivemos que deixar jogadores em casa, porque já tínhamos atingido o limite dos que podiam estar no boletim do jogo, ou seja, pelo menos mais de 12 atletas temos e não inscrevemos todos os que nos aparecem.
Também posso dizer que todos os séniores treinam juntos (2 vezes por semana) na mesma ilha, que para além dos séniores, temos 12 juniores, 12 juvenis, 16 iniciados e cerca de 40 minis.
Como o Ricardo diz, para nós é um orgulho que nas outras 2 equipas que disputam o título da Zona Açores, alguns dos jogadores mais influentes já jogaram no nosso clube, o que demonstra o valor do trabalho que é feito no nosso clube, mesmo ao nível dos séniores, porque só isto justifica que os clubes invistam recursos financeiros na sua utilização, mesmo não vivendo eles na respectivas ilhas...

 

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